sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Gerações Baby Boomer, X e Y: um breve olhar.

Choques de gerações são bem comuns de ocorrer. Pais que pensam diferente dos filhos, que pensam diferente dos pais, avós e por aí vai.

Com a mudança do modo de produção nos últimos cinquenta anos, da distribuição do tempo e da tecnologia, as gerações passaram a ser determinadas por um espaço de tempo menor do que os séculos anteriores.

Se dentro da estrutura familiar é normal existir conflitos, reflexo de pensamentos de épocas distintas, o que dirá dentro da estrutura de trabalho, não é?

Durante uma crise no trabalho, muita gente não se dá conta de que a responsável pelos atritos é a forma de pensar de gerações diferentes.

Como podemos balancear as visões para que todos se entendam e a produtividade aumente?

Um bom início é entender um pouco as características das três gerações em questão: a geração Baby Boomer, geração X e geração Y.


Geração Baby Boomer – Nascidos no Pós-Guerra em meados da década de 40, e 50, é a geração que conquistou o direito de ser jovem e criou o que conhecemos como “young lifestyle”. É a juventude revolucionária que experimentou a liberdade em seu sentido mais amplo e que foi para as ruas manifestar suas insatisfações.
Os Baby Boomers gostam da estabilidade profissional e costumam vestir a camisa da empresa por anos, décadas. São presos à níveis hierárquicos e planos de carreira. Muitos deles são os atuais presidentes de grandes empresas.


Geração X – Nascidos entre os anos 60 e 70. É a geração da competitividade, que conquistou a individualidade, gosta da ostentação e é apegada à níveis hierárquicos para demonstrar mérito e valor. Priorizam a carreira e são fãs de estereótipos: o nerd, o bonito, a sexy etc. Viram a tecnologia entrar em suas casas mas não são tão familiarizados e sedentos por ela como os jovens da geração Y. Combinam um pouco da experiência dos Baby Boomers e a energia da geração Y.



Geração Y – Nascidos nas décadas de 80 e 90. É a geração da ansiedade, impulsividade e quebra de paradigmas. Buscam aliar trabalho e prazer, não respeitam níveis de hierarquia, são inovadores, e querem crescer rápido. Se um jovem da geração Y não estiver satisfeito no trabalho, rapidamente muda para outro. São altamente conectados e consumidores de muita informação,  o que os deixa extremamente ansiosos e necessitados de organizar suas experiências on line.
É a geração da pluralidade, que gosta de ser várias coisas ao mesmo tempo: surfista, designer, cinéfilo e o que mais escolher.
Têm energia e costumam produzir rapidamente. Fazem várias coisas ao mesmo tempo, como ouvir música, navegar na internet e trabalhar. Gostam de executar e necessitam de estímulos constantemente.


Como se pode ver, com tantas gerações distintas trabalhando juntas, é natural que hajam atritos. E normalmente, as crises envolvem um jovem da geração Y.

Há casos em que o Y chefia um departamento, o que frustra a geração X, que esperava por esse cargo e intimida a geração Baby Boomer que não aceita ser gerenciado por alguém bem mais novo.
Situações como o jovem Y ir falar diretamente ao superior Baby Boomer, passando pela hierarquia do jovem X também causam desconforto.
Outro exemplo ocorre em reuniões longas. O jovem Y costuma se entediar e busca distrações como mexer no celular, o que é considerado desrespeito por parte das outras gerações.


As empresas começam a perceber a necessidade de renovação e de adequação à nova geração que não está disposta a abrir mão da qualidade de vida e que acredita que a competência está acima da hierarquia. Gostam de participar dos processos, aprender e contribuir. São abertos à novos modelos de trabalho mas são impulsivos e gostam de subir rápido na carreira.

Razões que mantém os Baby Boomers receosos por treinar os mais jovens, o que dificulta o processo de transição, já que a tendência natural é essa geração deixar o mercado de trabalho gradualmente.

O que ocorre é que os Baby Boomers fazem parte da geração que se preparou durante toda a carreira para ter uma posição de destaque e por isso tem dificuldades em assimilar o dinamismo da geração Y. Eles não se identificam com a atitude e personalidade dos mais jovens e consequentemente não tem interesse em treinar os novatos para ocuparem seus lugares.

Outra questão que as empresas precisam contornar são as inseguranças da geração X. Acostumados a trabalhar e esperar “o seu momento chegar” para ascender profissionalmente, eles tem medo de perder cargos para uma geração que se demonstre mais enérgica e inovadora do que eles. Com isso, muitas vezes um X não aceita as idéias de um Y e aí acaba ocorrendo uma disputa de atenções.

As empresas inteligentes disponibilizam seus talentos conforme a identificação das particularidades de cada geração. Para a consultora de recursos humanos da empresa Foco, Eline Kullock, se ela tivesse que alocar pessoas em uma função de planejamento,  a Geração Baby Boomer, com sua experiência, seria a ideal para a função; a Geração X, com o seu senso prático, seria a das posições orçamentárias e a Geração Y, impulsiva e enérgica, seria a melhor para executar e inovar.

É importante ter a consciência das diferenças entre as gerações para que todos saibam ouvir e respeitar a opinião do outro profissional. Assim, é possível agregar mais produtividade, deixar inseguranças de lado e contribuir para o crescimento coletivo e, consequentemente, empresarial.

A chave está no diálogo e abertura de mente para as novidades. Afinal, em breve, chegará ao mercado de trabalho, mais uma geração, ainda mais conectada e ágil, a geração Z.

É esperar para ver.
Até mais!



Para entender melhor:

-     We all want to be young -> uma análise de comportamento das 3 gerações.

-     Especial do Jornal da Globo -> 5 vídeos debatendo, analisando e exemplificando a convivência entre as gerações. Bem interessante.
 

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

O processo das boas idéias.

Boas idéias. De onde elas surgem?

Acho que todo mundo que em algum momento iniciou um processo criativo já se fez essa pergunta. Como fazer com que idéias fluam, como criar algo de relevante e que permaneça um bom tempo por aí, qual a mágica por trás dos casos de sucesso?

Foi pensando nisso que o escritor Steven Johnson lançou o livro,  De onde vêm as boas idéias?. Johnson é considerado um dos maiores pensadores do meio virtual pelas revistas Newsweek, New York Magazine e Websight. Escreve regularmente para o The New York Times, The Wall Street Journal e The Financial Times.

Durante cinco anos, ele estudou mais de 200 casos de descobertas e invenções que ocorreram ao longo de 700 anos e analisou como o meio e a troca de palpites e sugestões criaram novas formas de uma idéia e assim, ajudaram na sua consolidação. Para o autor, os Cafés durante o Iluminismo e os Salões Parisienses do Modernismo, por exemplo, eram locais de efervescência ideológica, justamente pelas trocas intelectuais.

Dentro de sua teoria, as mentes se influenciam e se complementam, daí a necessidade de ouvir e agregar novos conceitos à idéia original. E como essas idéias precisam de um tempo de maturação, de modificação, grande parte só vai ”fazer a diferença” depois de 2 à 10 anos em média.

A conectividade, a combinação de idéias seria então o segredo para a inovação tecnológica, a resposta para a criação de boas idéias.
  
Esse vídeo resume bem do que se trata o livro e vale a pena ser visto para entender a teoria de Steven Johnson.




Se o coletivo é o caminho para as boas idéias, como organizar as mentes individualmente para que consigam produzir mais e melhor? Afinal, cada um tem que fazer a sua parte não é?

É aí que entram as táticas do guru da produtividade David Allen, autor do best seller A Arte de Fazer Acontecer.

Para Allen, é necessário esvaziar a cabeça para produzir melhor. O conceito básico do seu trabalho consiste em liberar a mente para a criatividade fluir.

Resumidamente o método está dividido em quatro estágios.

O primeiro é identificar as idéias e anotá-las, pois é importante externalizar, não confiar somente na mente que acaba confundindo tantas informações e faz com que você acredite que não é possível realizá-las.

O segundo estágio é avaliar tudo o que está na lista, saber o grau de importância de cada item, buscar entender qual resultado você quer ter com esses projetos.

Na terceira etapa você então, organiza os resultados das suas decisões, de modo que seja fácil localizar as soluções.

Finalmente, o quarto e último estágio consiste em revisar e refletir o que já foi feito e o que ainda precisa ser resolvido. É o momento de ter uma visão geral dos seus projetos.

Para as pessoas que ficam paralisadas com tantos afazeres e projetos, o autor afirma que é necessário saber a prioridade que se dá a cada um deles e aceitar o fato de que só é possível fazer uma coisa de cada vez. Por isso a importância de saber o significado de cada projeto.


Quanto mais clara for a visão do que você quer pra sua vida, mais fácil vai ser definir quais são as prioridades, o que cada coisa na sua lista significa. Em última instância, suas ações deveriam ser determinadas: em primeiro lugar, pelos projetos com os quais está comprometido; em segundo lugar, pelos seus objetivos de vida a curto prazo, em dois ou três anos; e, em terceiro lugar, pela sua visão de mundo e seus valores mais essenciais. – diz David Allen, em entrevista para a Revista Pequenas Empresas Grandes Negócios.


Portanto, selecionar os planos, os projetos, e compartilhá-los com outras cabeças, pode ser uma boa forma de criar algo significativo, de fazer a diferença com boas idéias.




  
            ->Matéria “Esvaziar a cabeça é fundamental para produzir mais”
           Com David Allen ( Revista Pequenas Empresas Grandes Negócios) 
           Recomendamos a leitura.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Dormindo com SleepBot.

Como vocês já devem ter percebido, aqui no Vidai, temos a preocupação em passar para os nossos clientes informações e dicas que os ajudem a ter uma vida mais prazerosa, consciente.

Quando dizemos que a nossa missão é ajudar as pessoas a terem uma “ vida mais inteligente” não é mera demagogia. Acreditamos que cada usuário possui as ferramentas necessárias para desfrutar melhor do seu tempo e buscamos “acordar” esse sentimento dentro de vocês.

Por isso, de tempos em tempos, vamos anunciar aqui parcerias com empresas que estão alinhadas com nosso pensamento, sempre no intuito de oferecer instrumentos  para melhorar a qualidade de vida de vocês.

Hoje vamos falar do SleepBot, um aplicativo de celular para regular o sono. Fácil de usar, com ele é possível ter uma idéia de como você vem dormindo através de gráficos, arquivos com o resumo do seu sono, artigos voltado para o tema e alarme com especificidades. 

Funciona da seguinte forma: Você estabelece quantas horas precisa de sono e na hora de dormir aciona o botão "going to sleep". Na hora que acorda aciona o botão "waking up" e tem então o resumo das horas dormidas naquele dia. É possível também escrever notas para cada dia de sono.


Tela inicial do aplicativo SleepBot.


Você pode inserir notas para o sono do dia.

Na segunda aba do SleepBot, é possível encontrar um gráfico que mostra a tendência de duração do seu sono entre outras opções de visualização como o padrão de sono e o alcance que varia entre 10, 30, 60, 180 dias e todos os dias que estiver armazenado.










Em "Entries" você pode selecionar ver um relatório com os horários em que você dormiu e acordou, as horas dormidas e as horas em débito, caso você não tenha dormido o suficiente. É possível então exportar esse arquivo e compartilhar nas mídias sociais ou em outros meios como mensagem de texto, email, whatsapp e dropbox.




É possível armazenar as informações.



Na terceira aba do aplicativo, "Resources", existe uma série de artigos e informações acerca do assunto como  Os tipos de de distúrbios do sono e As comidas que ajudam a dormir entre outros títulos.



Na última aba do SleepBot, a de "Settings", temos uma ampla gama de opções. Em Optimal Hour é onde se coloca as horas de sono que você precisa ( que falamos ali no início do post). 
Existem as opções de Auto Flight Mode e WiFi Auto Off, respectivamente, para não receber chamadas quando estiver dormindo e desligar o WiFi para evitar qualquer outro tipo de distúrbio pelo celular.



Na parte do despertador, que aparece o tempo inteiro no canto superior direito, existe  a opção de programar e rotular todos os tipos de alarmes e especificar sons, repetição, vibração e altura do áudio.







Esperamos que vocês usem o aplicativo o tanto quanto nós usamos aqui ( e adoramos!).
Até logo!




Sleepbot está disponível no Android Market
Para curtir a fan page no Facebook.
Para seguir no twitter.
Mais informações no site.

Imagens: fan page do SleepBot.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Desconectar para conectar: uma reflexão.

A tecnologia nos trouxe a real possibilidade de experimentar situações que eram consideradas impossíveis ou vistas como meros produtos dos filmes e livros de ficção científica. Quem imaginaria há trinta anos que seria possível conversar com uma pessoa que mora em outro continente por vídeochamada? Ou que poderíamos encontrar qualquer informação rapidamente à distância de um clique? Celulares e tablets com toda a funcionalidade e potência que conhecemos, e que estão se tornando ferramentas básicas e banais, não eram cogitados pela grande parte das pessoas do planeta.

Olhando bem, toda essa (r)evolução tecnológica que testemunhamos aconteceu em menos de um século! Dispositivos cada vez menores e com mais potência são criados, ao passo que um novo mundo, o virtual, começa a tomar conta do  nosso cotidiano.
A ironia disso tudo é que é exatamente esse mundo virtual, “irreal”, resultado da soma tecnologia e internet, que consome uma grande fatia das nossas vidas “reais”.

A verdade é que as realidades estão se mesclando e o que antes era ( aparentemente) simples e unilateral, ou seja, ter uma vida baseada na presença física das relações humanas, agora caminha para uma vivência complexa, com oportunidades nebulosas.

Não quero dar o alarme do fatalismo, muito menos levantar a bandeira do saudosismo não-tecnológico. Seria até estranho vindo da pessoa que vos fala, uma viciada em internet. No entanto, é necessário refletir como a tecnologia afeta nosso comportamento para que possamos extrair o melhor dela.

Afinal de contas, a idéia inicial era essa, não era?

E vejam bem, como eu mesma  me defini, sou aficcionada em internet, anseio por novas funcionalidades tecnológicas, sou assumidamente fascinada pelo turbilhão, sempre enlouquecedor, de informações que aparecem em milésimos de segundos nesse espaço infindável em sua capacidade de criar e armazenar conteúdos. Observo, gradativamente, mais pessoas entrando nessa mesma vibe, conectadas full time, sedentas por novidades, curiosas por um mundo que conhecemos tão pouco e que nos encanta tanto.

Mas  até quando vamos aguentar tanta pressão? Será que não estamos indo com muita sede ao pote?
Como toda vida dupla, estar se doando em duas esferas cansa. Fatiga e sufoca a mente.
A avalanche de notícias e novidades está ajudando a criar indivíduos ansiosos e compulsivos.
Não nos permitimos sentir tédio. A necessidade de absorver informações, produzir conteúdos, faz com que nos sintamos culpados e ansiosos quando não estamos fazendo nada.

Já vemos uma resposta à esse lifestyle cibernético. Um exemplo disso é o suicídio nas redes sociais. Algumas pessoas, cansadas da compulsão de estarem conectadas o tempo todo, acabam se matando virtualmente. Quem nunca conheceu alguém que deletou suas contas do orkut, twitter e facebook?

Ganhamos em conteúdo e informação generalizada, mas perdemos em foco e concentração em um assunto específico. Segundo Esteban Clua, professor do Instituto de Computação da UFF e gerente do Media Lab, laboratório da universidade para desenvolvimento de mídias digitais, a Geração Y, conectada full time, tem grande dificuldade em ler um texto longo porque estão acostumadas com os 140 caracteres do Twitter.

É claro que não há necessidade para extremismos. O caminho do meio pode ser uma boa maneira de equilibrar mundo real e virtual. Aliás, essa dica funciona para todos os aspectos de nossas vidas.

Portanto, desligar a televisão, o celular, ficar offline, ter um tempo para fazer nada, além de ajudar  a nossa saúde mental, nos auxilia  a olhar para nós também. O momento do ócio é uma boa ferramenta de auto-conhecimento.


O vídeo Disconnect to connect ( Desconectar para conectar), de uma operadora de celular tailandesa é um interessante exemplo de reflexão. Precisamos desconectar para interargimos com quem está do nosso lado, parar criarmos laços com quem está presente.

Cabe a nós sabermos administrar tais ferramentas. Ansiedade e compulsão sempre estiveram aí, são parte do nosso sistema emocional quando algo está  em desequilíbrio. A questão não são os sintomas, eles apenas nos avisam de que algo está fora do lugar.

Desligar é bom e eu sempre me lembro disso quando estou em ambientes em que a tecnologia não chega.

Vamos sim, ser conectados. Mas que busquemos saber o momento de desconectar. Sem culpas ou angústias. Equilibrar as realidades pode ser uma boa maneira de lidar com o paradigma dos tempos modernos.

Ficar offline (também) é preciso.

 


 

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

5 a day: Alimentação simples e saudável.

É, meus amigos, se tem algo que pisamos na bola feio é quando se trata de alimentação.

A gente sabe que devemos buscar comer alimentos saudáveis e nutritivos, mas às vezes parece uma tarefa quase impossível aliar rotina intensa com alimentação equilibrada.

Não bastasse a correria em que vivemos, ainda temos à nossa disposição uma quantidade infindável de petiscos, doces, comida industrializada, rápida, deliciosa e…matadora.

Quem trabalha fora sabe como é difícil saber a procedência do que comemos e do seu preparo.

O problema é que, com o passar dos anos,  a tendência é progredirmos para um corpo doente, abundante em gordura e carente em nutrientes. Por isso, essa é uma boa hora para começarmos a nos conscientizar da necessidade de buscarmos uma alimentação balanceada, não acham?

O programa 5 a day, ou em português, 5 ao dia, é um plano de alimentação recomendado pela Organização Mundial de Saúde ( OMS) e adotado em países como Estados Unidos, Grã-Bretanha, Alemanha e França.

Ele consiste em colocar em sua alimentação diária cinco porções de frutas e hortaliças, os famosos legumes e verduras. O ideal é que se faça cinco refeições ao dia: café da manhã, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar. Para cada refeição adicione um desses alimentos.

Pode ser uma maçã no café da manhã, um suco de fruta natural no lanche da manhã, uma salada de rúcula, tomate e manjericão no almoço, uma banana assada com canela no lanche da tarde, um suflê de legumes no jantar.

Como temos o costume de comer na rua, o truque é sempre se perguntar o que pode ser colocado junto de cada refeição para continuar dentro do 5 a day.

Para uma maior variedade de nutrientes e benefícios, o programa também sugere que cada porção dos alimentos seja de uma cor diferente: vermelho, laranja, roxo, verde e branco.

Os alimentos verdes auxiliam no sistema imunológico e favorecem a renovação do sangue; os amarelos são ricos em vitamina C e auxiliam na resistência em infecções como diarréia e doenças respiratórias; os vermelhos são bons para a memória, coração e previnem câncer; os roxos são antioxidantes e combatem o colesterol e doenças cardíacas; os brancos auxiliam no funcionamento do sistema nervoso e reduzem o risco de câncer e de doenças cardiovasculares.

Para mais informações sobre o programa, tabela de cores e sugestões de cardápio, acessem a versão brasileira do site  5 ao dia.
Se quiserem ainda mais infos, tem também o site do National Health Service (NHS) da Grã-Bretanha com dicas sobre como adotar o programa 5 a day na sua rotina.  


O Vidai deseja melhores e prazerosas refeições para vocês!



quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Entrando em forma em 15 minutos.

A rotina nas grandes cidades tem sido culpada por nosso estilo de vida cada vez mais sedentário. A vida moderna exige que fiquemos horas sentados à frente do computador, isso sem contar a necessidade de trabalhar mais do que as oito horas padrão.

O trânsito, o estresse, as distâncias, os estudos e a vida social acabam tomando boa parte do tempo livre que ( ainda) nos resta. O resultado? Uma geração obesa e com péssimos hábitos alimentares. A escassez de tempo faz com que as pessoas procurem refeições rápidas, calóricas e pobres em nutrientes.

Mas se engana quem pensa que para entrar em forma e estar saudável é preciso gastar horas na academia.

Se você não é fã da malhação, fique sabendo que quinze minutos de uma atividade física moderada, como caminhar rápido, já traz benefícios à saúde. Segundo um estudo feito em Taiwan com mais de 400 mil pessoas durante dez anos, esses poucos minutos é o tempo diário necessário para estar saudável, e de quebra, ainda acrescenta três anos à vida da população.

Os quinze minutinhos de atividade também ajudam à prevenir sintomas de depressão, trazendo energia e boas sensações. Além do que, mais vale esse “pequeno” tempo de malhação contínua do que horas na academia com uma frequência desregular.

Nada mal, hein? Afinal, ninguém pode dizer que não tem quinze minutinhos para se exercitar!

Na contramão desse resultado, um estudo feito na Austrália mostra que uma hora em frente à televisão reduz sua expectativa de vida em vinte e dois minutos!

Portanto, menos televisão e mais atividade física, hein galera!
Temos algumas outras dicas para incentivá-los a encarar essa tarefa da maneira mais agradável possível.

- Ao chegar em casa ou no trabalho desça do elevador três ou quatro andares antes e suba as escadas.

- Se utilizar o transporte público, desça um ponto antes do trabalho e vá caminhando.

- Evite o uso de escadas rolantes em lugares que  forneçam essa opção. Opte pelas escadas convencionais.

- Estacione o carro em um local mais distante do que o seu destino e caminhe.

- Carregue seu mp3 player e coloque-o para trabalhar quando for caminhar. A música incentiva o ritmo e faz o tempo passar mais rápido.

- Se for possível, faça suas atividades cotidianas de bicicleta. Ajuda a manter a forma enrijecendo pernas e nádegas, e ainda faz bem ao meio ambiente. 

O foco é a mudança de comportamento gradativo, aliando pequenas atitudes no seu cotidiano que são altamente saudáveis e que surtem efeito no seu organismo.

Pode parecer que não, mas essas ações já são suficientes para aumentar  a atividade do metabolismo corporal.

Tá esperando o quê? Mãos (e pés) à obra!

Nota: Indicamos esse vídeo com o médico e apresentador Jairo Bouer e que nos ajudou na produção desse post. São só cinco minutinhos, assistam! ;)



sábado, 17 de setembro de 2011

Bandeira branca: razão x emoção.

O ser humano é um grande e complexo sistema. No âmago de todas as nossas atitudes  algo está sempre acontecendo dentro de nós, mexendo e vivendo conosco o tempo todo, existindo em nosso interior.

Não há sequer uma ação que executamos que não venha seguida de uma sensação, que não esteja fincada à um sentimento.

Uma conversa está sujeita à todo tipo de emoção: alegria se dividem a mesma opinião, pesar se compartilham a mesma dor, raiva e ódio se suas convicções são muito opostas.

É um mecanismo de resposta contínuo do organismo em relação à toda e qualquer ação e pensamento que desenvolvemos.

Apesar de fazerem parte do mesmo sistema, há diferenças entre sentimento e emoção.

O sentimento é uma opção pessoal no que diz respeito à maneira como encaramos determinadas situações. É o estado psicológico que é escolhido para viver. Por exemplo: você pode ficar desapontado com alguém, mas continuar amando essa pessoa porque você escolheu ter o sentimento do amor em relação à ela.

A emoção é a resposta imediata à uma situação. Ela é a reação do organismo aos estímulos externos, impulsiva, instintiva.

E há momentos em que esse instinto é particularmente importante para a sua própria preservação. Nessas horas, a emoção sobrepõe a razão e resolve questões que levariam mais tempo se passassem pelo racional.

No entanto, se as emoções tomassem à frente de todas as decisões, é muito provável que se perdesse a orientação, já que elas duram instantes. Com isso, os sentimentos aparecem para ajudar na função de manter as sensações vivas sem maiores danos ao cérebro.

Sabemos que a nossa sociedade foi construída privilegiando a mente racional sobre a mente emocional. Vista como desestruturante e cega, acabou relegada à segundo plano.

O que não nos demos conta  é que abandoná-la foi o que nos deixou sem chão. Formamos pessoas racionais e cultas, mas frágeis emocionalmente. E sem o equilíbrio dessas duas mentes fica difícil levar uma vida plena.

No famoso livro “Inteligência Emocional”, o autor Daniel Goleman enfoca o tema mostrando como o sistema emocional é responsável pelo sucesso ou fracasso de uma pessoa.

Para Goleman, a inteligência emocional é a maneira como as pessoas lidam com as suas emoções e a das pessoas à sua volta. Para isso, é necessário ter habilidades como autoconsciência, motivação, persistência, empatia e entendimento, além de características sociais como persuasão, cooperação, negociação e liderança.

Inteligência emocional não é uma característica adquirida ou genética. É algo aprendido no cotidiano, depende do esforço em querer usar as emoções a seu favor. 

“Nossa performance na vida é determinada não apenas pelo QI, mas principalmente pela inteligência emocional. Na verdade, o intelecto não pode dar o melhor de si sem a inteligência emocional – ambos são parceiros integrais na vida mental. Quando esses parceiros interagem bem, a inteligência emocional aumenta – e também a capacidade intelectual. Isso derruba o mito de que devemos sobrepor a razão à emoção, mas ao contrário, devemos buscar um equilíbrio entre ambas.” – diz o autor em entrevista para o site da ABRAE ( Associação Brasileira de Estudos das Inteligências Múltiplas e Emocional)


Mantendo a persistência, sabendo exatamente que meta se quer alcançar e estando alerta, é possível observar as sensações que o levam a determinadas situações, e evitar, então, que se repitam velhos hábitos. A chave é continuar com esse exercício analítico até que naturalmente os novos hábitos são incorporados ao seu comportamento.

Nessa mesma entrevista o autor dá dicas para o equilíbrio entre a mente racional e emocional.


“ (…) Esses aspectos integram a definição básica de inteligência emocional, expandindo aptidões em cinco domínios principais. O primeiro é conhecer as próprias aptidões, isto é, ter autoconsciência para reconhecer um sentimento quando ele ocorre. A capacidade de controlar os sentimentos a cada momento é crucial para o discernimento emocional e a autocompreensão. Consequentemente, o segundo aspecto é saber lidar com esses sentimentos e desenvolver a capacidade de confortar-se, livrar-se da ansiedade, da tristeza ou da irritabilidade. A partir de então, é necessário saber motivar-se, colocar as emoções a serviço de uma meta. Outro ponto imprescindível é reconhecer as emoções dos outros. As pessoas empáticas estão mais sintonizadas com os sutis sinais sociais, com os indicativos de que os outros precisam ou o que querem. A arte de relacionar-se passa, em grande parte, pela aptidão em lidar com as emoções dos outros. É essa aptidão que reforça a popularidade, a liderança e a eficiência interpessoal.”


Os tempos são outros e já está na hora de entendermos como razão e emoção nos moldam, como precisamos dos dois para termos uma vida mais saudável e inteligente!


Aqui no Vidai pensamos assim! Esperamos que a reflexão e prática também os ajudem!

Até logo!


--> Fonte da entrevista


quinta-feira, 8 de setembro de 2011

A vida é agora.


Diariamente somos bombardeados por milhares de pensamentos. Do momento em que acordamos até o momento em que vamos dormir, a nossa mente trabalha incansavelmente produzindo novos conceitos, análises, visões de uma situação.

Estamos constantemente seguindo um pensamento, ligando uma crítica à outra, conectando pontos que entendemos ser essenciais para o dia-a-dia.

“ Esse trânsito está me atrasando para a reunião”/ “ Vou acabar chegando tarde à consulta do médico”/ “ Como eu gostaria de estar naquelas férias do Caribe…”/ “ Preciso pensar em uma maneira de organizar minhas finanças para me mudar em dois meses”/

Esses são apenas pequenos exemplos de como a nossa mente funciona sem possibilidade de pausa. Uma verdadeira avalanche de pensamentos que vão se interligando entre si. Nos focamos no passado, imaginamos o futuro e acabamos nos perdendo no presente.

Mas…como assim?

Não estou sugerindo que você não resolva os seus problemas de ordem prática e muito menos que apague as suas memórias tão prazerosas do passado.

A questão maior é nos darmos conta de que geralmente esses pensamentos acabam nos distraindo do presente momento, da realidade que acontece nesse exato instante.

Ou você vai me dizer que nunca ficou em uma fila de banco ou preso no trânsito vivenciando o passado, imaginando o futuro?

A mente quando não é observada de maneira consciente acaba nos colocando em armadilhas de sentimentos, nos prende à visões que não são do agora, o que nos impede de viver a realidade.

Esse comportamento mental é normal, mas acaba nos trazendo sofrimento, pois nos leva à um estado de ansiedade por algo que ainda não aconteceu ou saudosismo por algo que passou.

Se você pensa que é regido pelos seus pensamentos e que não tem controle sobre os mesmos, de fato, dificilmente o terá.

Porém, se observá-los como uma pessoa que está olhando uma situação de fora, começará a entender que pode fazer a mente trabalhar à seu favor. Então, passará a não seguir todos os pensamentos que tem, sabendo que eles são construções ilusórias. A mente é apenas uma parte do seu Ser.

As pessoas que meditam sabem como a mente tagarela o tempo inteiro. Buscar acalmá-la é um exercício que, no início, pode ser difícil, mas que aos poucos vai se tornando natural.

Eckhart Tolle, autor do livro “ O Poder do Agora”, dá algumas dicas de como podemos nos fazer voltar para o que acontece no presente. Entre outras coisas, ele sugere que você pratique parar de pensar, nem que seja por alguns segundos.

E como fazer isso?

Praticando a percepção sensorial, observando o que está à sua volta, sem a necessidade de colocar rótulos. É simplesmente sentir o momento.

Outra sugestão é espalhar pequenos papéis com a frase “Momento presente” no seu carro, escritório, casa, lugares que você interaja para que se lembre de como é importante estar aqui.

Algumas vezes você vai se perder. Tudo bem. Porque agora você já está mais alerta. Então, quando se der conta disso, poderá voltar ao estado consciente e continuar se focando no presente.

A sua vida só acontece agora. O passado que tanto prezamos, aconteceu no agora e o futuro que almejamos também acontecerá no agora. Portanto, se você não estiver, por completo, consciente no momento presente, deixará de viver a beleza e o poder transformador da vida.

A vida é o que acontece enquanto você está ocupado fazendo outros planos - John Lennon.

Por mais que seja necessário pensar no futuro e guardar com carinho as lembranças do passado, vivê-los no presente não o ajudará a construir muita coisa, nem trazer o tempo que passou, apenas puxará sentimentos de angústia e vazio interior.

Não é à toa que o slogan dos adictos é o “Só por hoje”. Porque só por hoje, você está se focando na sua recuperação, só por hoje você não vai beber, só por hoje você vai se amar mais, só por hoje você vai viver com o que você tem de verdade: o agora.

Para um dependente químico, ficar pensando em como ele vai conseguir se manter “limpo” pelos próximos dez anos, por exemplo, é uma forma de ativar a ansiedade, de causar pressão para que tudo dê certo. E isso surte o efeito inverso, causa angústia porque a pessoa começa a se questionar se vai conseguir ficar tantos anos sem a droga.

É uma tática nula. Por isso o “Só por hoje”. Porque ele deve focar em estar bem agora, que é tudo o que ele tem. A filosofia aplicada nos centros de reabilitação também vai de encontro com a famosa frase “Carpe Diem”, viver o momento. O amanhã é uma incógnita.

Para todos, por sinal.

Essa é a maneira como deveríamos tentar viver nossas vidas, se quisermos nos libertar do sofrimento provocado pela mente.

Participamos de uma sociedade que é viciada em pensar, racionalizar o tempo inteiro.

Que tal dar um break?

Viver também é sentir. Viver é ficar cinco minutos olhando os carros passarem, as pessoas caminhando, sem colocar nenhum pensamento julgador ou analítico. Apenas olhar.

É só estando por completo no nosso presente que poderemos criar, fazer acontecer, viver. É engraçado como a teoria é tão simples, mas é incrível como levamos anos para conseguir entendê-la. Na verdade os conceitos mais simples, são os mais difíceis de serem assimilados, não é?

Se você se interessou pelo tema e quer saber mais, separamos alguns vídeos que achamos interessantes e que nos inspiraram nesse post.





 

Bom estudo, boa sorte e até logo!