quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Entrando em forma em 15 minutos.

A rotina nas grandes cidades tem sido culpada por nosso estilo de vida cada vez mais sedentário. A vida moderna exige que fiquemos horas sentados à frente do computador, isso sem contar a necessidade de trabalhar mais do que as oito horas padrão.

O trânsito, o estresse, as distâncias, os estudos e a vida social acabam tomando boa parte do tempo livre que ( ainda) nos resta. O resultado? Uma geração obesa e com péssimos hábitos alimentares. A escassez de tempo faz com que as pessoas procurem refeições rápidas, calóricas e pobres em nutrientes.

Mas se engana quem pensa que para entrar em forma e estar saudável é preciso gastar horas na academia.

Se você não é fã da malhação, fique sabendo que quinze minutos de uma atividade física moderada, como caminhar rápido, já traz benefícios à saúde. Segundo um estudo feito em Taiwan com mais de 400 mil pessoas durante dez anos, esses poucos minutos é o tempo diário necessário para estar saudável, e de quebra, ainda acrescenta três anos à vida da população.

Os quinze minutinhos de atividade também ajudam à prevenir sintomas de depressão, trazendo energia e boas sensações. Além do que, mais vale esse “pequeno” tempo de malhação contínua do que horas na academia com uma frequência desregular.

Nada mal, hein? Afinal, ninguém pode dizer que não tem quinze minutinhos para se exercitar!

Na contramão desse resultado, um estudo feito na Austrália mostra que uma hora em frente à televisão reduz sua expectativa de vida em vinte e dois minutos!

Portanto, menos televisão e mais atividade física, hein galera!
Temos algumas outras dicas para incentivá-los a encarar essa tarefa da maneira mais agradável possível.

- Ao chegar em casa ou no trabalho desça do elevador três ou quatro andares antes e suba as escadas.

- Se utilizar o transporte público, desça um ponto antes do trabalho e vá caminhando.

- Evite o uso de escadas rolantes em lugares que  forneçam essa opção. Opte pelas escadas convencionais.

- Estacione o carro em um local mais distante do que o seu destino e caminhe.

- Carregue seu mp3 player e coloque-o para trabalhar quando for caminhar. A música incentiva o ritmo e faz o tempo passar mais rápido.

- Se for possível, faça suas atividades cotidianas de bicicleta. Ajuda a manter a forma enrijecendo pernas e nádegas, e ainda faz bem ao meio ambiente. 

O foco é a mudança de comportamento gradativo, aliando pequenas atitudes no seu cotidiano que são altamente saudáveis e que surtem efeito no seu organismo.

Pode parecer que não, mas essas ações já são suficientes para aumentar  a atividade do metabolismo corporal.

Tá esperando o quê? Mãos (e pés) à obra!

Nota: Indicamos esse vídeo com o médico e apresentador Jairo Bouer e que nos ajudou na produção desse post. São só cinco minutinhos, assistam! ;)



sábado, 17 de setembro de 2011

Bandeira branca: razão x emoção.

O ser humano é um grande e complexo sistema. No âmago de todas as nossas atitudes  algo está sempre acontecendo dentro de nós, mexendo e vivendo conosco o tempo todo, existindo em nosso interior.

Não há sequer uma ação que executamos que não venha seguida de uma sensação, que não esteja fincada à um sentimento.

Uma conversa está sujeita à todo tipo de emoção: alegria se dividem a mesma opinião, pesar se compartilham a mesma dor, raiva e ódio se suas convicções são muito opostas.

É um mecanismo de resposta contínuo do organismo em relação à toda e qualquer ação e pensamento que desenvolvemos.

Apesar de fazerem parte do mesmo sistema, há diferenças entre sentimento e emoção.

O sentimento é uma opção pessoal no que diz respeito à maneira como encaramos determinadas situações. É o estado psicológico que é escolhido para viver. Por exemplo: você pode ficar desapontado com alguém, mas continuar amando essa pessoa porque você escolheu ter o sentimento do amor em relação à ela.

A emoção é a resposta imediata à uma situação. Ela é a reação do organismo aos estímulos externos, impulsiva, instintiva.

E há momentos em que esse instinto é particularmente importante para a sua própria preservação. Nessas horas, a emoção sobrepõe a razão e resolve questões que levariam mais tempo se passassem pelo racional.

No entanto, se as emoções tomassem à frente de todas as decisões, é muito provável que se perdesse a orientação, já que elas duram instantes. Com isso, os sentimentos aparecem para ajudar na função de manter as sensações vivas sem maiores danos ao cérebro.

Sabemos que a nossa sociedade foi construída privilegiando a mente racional sobre a mente emocional. Vista como desestruturante e cega, acabou relegada à segundo plano.

O que não nos demos conta  é que abandoná-la foi o que nos deixou sem chão. Formamos pessoas racionais e cultas, mas frágeis emocionalmente. E sem o equilíbrio dessas duas mentes fica difícil levar uma vida plena.

No famoso livro “Inteligência Emocional”, o autor Daniel Goleman enfoca o tema mostrando como o sistema emocional é responsável pelo sucesso ou fracasso de uma pessoa.

Para Goleman, a inteligência emocional é a maneira como as pessoas lidam com as suas emoções e a das pessoas à sua volta. Para isso, é necessário ter habilidades como autoconsciência, motivação, persistência, empatia e entendimento, além de características sociais como persuasão, cooperação, negociação e liderança.

Inteligência emocional não é uma característica adquirida ou genética. É algo aprendido no cotidiano, depende do esforço em querer usar as emoções a seu favor. 

“Nossa performance na vida é determinada não apenas pelo QI, mas principalmente pela inteligência emocional. Na verdade, o intelecto não pode dar o melhor de si sem a inteligência emocional – ambos são parceiros integrais na vida mental. Quando esses parceiros interagem bem, a inteligência emocional aumenta – e também a capacidade intelectual. Isso derruba o mito de que devemos sobrepor a razão à emoção, mas ao contrário, devemos buscar um equilíbrio entre ambas.” – diz o autor em entrevista para o site da ABRAE ( Associação Brasileira de Estudos das Inteligências Múltiplas e Emocional)


Mantendo a persistência, sabendo exatamente que meta se quer alcançar e estando alerta, é possível observar as sensações que o levam a determinadas situações, e evitar, então, que se repitam velhos hábitos. A chave é continuar com esse exercício analítico até que naturalmente os novos hábitos são incorporados ao seu comportamento.

Nessa mesma entrevista o autor dá dicas para o equilíbrio entre a mente racional e emocional.


“ (…) Esses aspectos integram a definição básica de inteligência emocional, expandindo aptidões em cinco domínios principais. O primeiro é conhecer as próprias aptidões, isto é, ter autoconsciência para reconhecer um sentimento quando ele ocorre. A capacidade de controlar os sentimentos a cada momento é crucial para o discernimento emocional e a autocompreensão. Consequentemente, o segundo aspecto é saber lidar com esses sentimentos e desenvolver a capacidade de confortar-se, livrar-se da ansiedade, da tristeza ou da irritabilidade. A partir de então, é necessário saber motivar-se, colocar as emoções a serviço de uma meta. Outro ponto imprescindível é reconhecer as emoções dos outros. As pessoas empáticas estão mais sintonizadas com os sutis sinais sociais, com os indicativos de que os outros precisam ou o que querem. A arte de relacionar-se passa, em grande parte, pela aptidão em lidar com as emoções dos outros. É essa aptidão que reforça a popularidade, a liderança e a eficiência interpessoal.”


Os tempos são outros e já está na hora de entendermos como razão e emoção nos moldam, como precisamos dos dois para termos uma vida mais saudável e inteligente!


Aqui no Vidai pensamos assim! Esperamos que a reflexão e prática também os ajudem!

Até logo!


--> Fonte da entrevista


quinta-feira, 8 de setembro de 2011

A vida é agora.


Diariamente somos bombardeados por milhares de pensamentos. Do momento em que acordamos até o momento em que vamos dormir, a nossa mente trabalha incansavelmente produzindo novos conceitos, análises, visões de uma situação.

Estamos constantemente seguindo um pensamento, ligando uma crítica à outra, conectando pontos que entendemos ser essenciais para o dia-a-dia.

“ Esse trânsito está me atrasando para a reunião”/ “ Vou acabar chegando tarde à consulta do médico”/ “ Como eu gostaria de estar naquelas férias do Caribe…”/ “ Preciso pensar em uma maneira de organizar minhas finanças para me mudar em dois meses”/

Esses são apenas pequenos exemplos de como a nossa mente funciona sem possibilidade de pausa. Uma verdadeira avalanche de pensamentos que vão se interligando entre si. Nos focamos no passado, imaginamos o futuro e acabamos nos perdendo no presente.

Mas…como assim?

Não estou sugerindo que você não resolva os seus problemas de ordem prática e muito menos que apague as suas memórias tão prazerosas do passado.

A questão maior é nos darmos conta de que geralmente esses pensamentos acabam nos distraindo do presente momento, da realidade que acontece nesse exato instante.

Ou você vai me dizer que nunca ficou em uma fila de banco ou preso no trânsito vivenciando o passado, imaginando o futuro?

A mente quando não é observada de maneira consciente acaba nos colocando em armadilhas de sentimentos, nos prende à visões que não são do agora, o que nos impede de viver a realidade.

Esse comportamento mental é normal, mas acaba nos trazendo sofrimento, pois nos leva à um estado de ansiedade por algo que ainda não aconteceu ou saudosismo por algo que passou.

Se você pensa que é regido pelos seus pensamentos e que não tem controle sobre os mesmos, de fato, dificilmente o terá.

Porém, se observá-los como uma pessoa que está olhando uma situação de fora, começará a entender que pode fazer a mente trabalhar à seu favor. Então, passará a não seguir todos os pensamentos que tem, sabendo que eles são construções ilusórias. A mente é apenas uma parte do seu Ser.

As pessoas que meditam sabem como a mente tagarela o tempo inteiro. Buscar acalmá-la é um exercício que, no início, pode ser difícil, mas que aos poucos vai se tornando natural.

Eckhart Tolle, autor do livro “ O Poder do Agora”, dá algumas dicas de como podemos nos fazer voltar para o que acontece no presente. Entre outras coisas, ele sugere que você pratique parar de pensar, nem que seja por alguns segundos.

E como fazer isso?

Praticando a percepção sensorial, observando o que está à sua volta, sem a necessidade de colocar rótulos. É simplesmente sentir o momento.

Outra sugestão é espalhar pequenos papéis com a frase “Momento presente” no seu carro, escritório, casa, lugares que você interaja para que se lembre de como é importante estar aqui.

Algumas vezes você vai se perder. Tudo bem. Porque agora você já está mais alerta. Então, quando se der conta disso, poderá voltar ao estado consciente e continuar se focando no presente.

A sua vida só acontece agora. O passado que tanto prezamos, aconteceu no agora e o futuro que almejamos também acontecerá no agora. Portanto, se você não estiver, por completo, consciente no momento presente, deixará de viver a beleza e o poder transformador da vida.

A vida é o que acontece enquanto você está ocupado fazendo outros planos - John Lennon.

Por mais que seja necessário pensar no futuro e guardar com carinho as lembranças do passado, vivê-los no presente não o ajudará a construir muita coisa, nem trazer o tempo que passou, apenas puxará sentimentos de angústia e vazio interior.

Não é à toa que o slogan dos adictos é o “Só por hoje”. Porque só por hoje, você está se focando na sua recuperação, só por hoje você não vai beber, só por hoje você vai se amar mais, só por hoje você vai viver com o que você tem de verdade: o agora.

Para um dependente químico, ficar pensando em como ele vai conseguir se manter “limpo” pelos próximos dez anos, por exemplo, é uma forma de ativar a ansiedade, de causar pressão para que tudo dê certo. E isso surte o efeito inverso, causa angústia porque a pessoa começa a se questionar se vai conseguir ficar tantos anos sem a droga.

É uma tática nula. Por isso o “Só por hoje”. Porque ele deve focar em estar bem agora, que é tudo o que ele tem. A filosofia aplicada nos centros de reabilitação também vai de encontro com a famosa frase “Carpe Diem”, viver o momento. O amanhã é uma incógnita.

Para todos, por sinal.

Essa é a maneira como deveríamos tentar viver nossas vidas, se quisermos nos libertar do sofrimento provocado pela mente.

Participamos de uma sociedade que é viciada em pensar, racionalizar o tempo inteiro.

Que tal dar um break?

Viver também é sentir. Viver é ficar cinco minutos olhando os carros passarem, as pessoas caminhando, sem colocar nenhum pensamento julgador ou analítico. Apenas olhar.

É só estando por completo no nosso presente que poderemos criar, fazer acontecer, viver. É engraçado como a teoria é tão simples, mas é incrível como levamos anos para conseguir entendê-la. Na verdade os conceitos mais simples, são os mais difíceis de serem assimilados, não é?

Se você se interessou pelo tema e quer saber mais, separamos alguns vídeos que achamos interessantes e que nos inspiraram nesse post.





 

Bom estudo, boa sorte e até logo!