sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Gerações Baby Boomer, X e Y: um breve olhar.

Choques de gerações são bem comuns de ocorrer. Pais que pensam diferente dos filhos, que pensam diferente dos pais, avós e por aí vai.

Com a mudança do modo de produção nos últimos cinquenta anos, da distribuição do tempo e da tecnologia, as gerações passaram a ser determinadas por um espaço de tempo menor do que os séculos anteriores.

Se dentro da estrutura familiar é normal existir conflitos, reflexo de pensamentos de épocas distintas, o que dirá dentro da estrutura de trabalho, não é?

Durante uma crise no trabalho, muita gente não se dá conta de que a responsável pelos atritos é a forma de pensar de gerações diferentes.

Como podemos balancear as visões para que todos se entendam e a produtividade aumente?

Um bom início é entender um pouco as características das três gerações em questão: a geração Baby Boomer, geração X e geração Y.


Geração Baby Boomer – Nascidos no Pós-Guerra em meados da década de 40, e 50, é a geração que conquistou o direito de ser jovem e criou o que conhecemos como “young lifestyle”. É a juventude revolucionária que experimentou a liberdade em seu sentido mais amplo e que foi para as ruas manifestar suas insatisfações.
Os Baby Boomers gostam da estabilidade profissional e costumam vestir a camisa da empresa por anos, décadas. São presos à níveis hierárquicos e planos de carreira. Muitos deles são os atuais presidentes de grandes empresas.


Geração X – Nascidos entre os anos 60 e 70. É a geração da competitividade, que conquistou a individualidade, gosta da ostentação e é apegada à níveis hierárquicos para demonstrar mérito e valor. Priorizam a carreira e são fãs de estereótipos: o nerd, o bonito, a sexy etc. Viram a tecnologia entrar em suas casas mas não são tão familiarizados e sedentos por ela como os jovens da geração Y. Combinam um pouco da experiência dos Baby Boomers e a energia da geração Y.



Geração Y – Nascidos nas décadas de 80 e 90. É a geração da ansiedade, impulsividade e quebra de paradigmas. Buscam aliar trabalho e prazer, não respeitam níveis de hierarquia, são inovadores, e querem crescer rápido. Se um jovem da geração Y não estiver satisfeito no trabalho, rapidamente muda para outro. São altamente conectados e consumidores de muita informação,  o que os deixa extremamente ansiosos e necessitados de organizar suas experiências on line.
É a geração da pluralidade, que gosta de ser várias coisas ao mesmo tempo: surfista, designer, cinéfilo e o que mais escolher.
Têm energia e costumam produzir rapidamente. Fazem várias coisas ao mesmo tempo, como ouvir música, navegar na internet e trabalhar. Gostam de executar e necessitam de estímulos constantemente.


Como se pode ver, com tantas gerações distintas trabalhando juntas, é natural que hajam atritos. E normalmente, as crises envolvem um jovem da geração Y.

Há casos em que o Y chefia um departamento, o que frustra a geração X, que esperava por esse cargo e intimida a geração Baby Boomer que não aceita ser gerenciado por alguém bem mais novo.
Situações como o jovem Y ir falar diretamente ao superior Baby Boomer, passando pela hierarquia do jovem X também causam desconforto.
Outro exemplo ocorre em reuniões longas. O jovem Y costuma se entediar e busca distrações como mexer no celular, o que é considerado desrespeito por parte das outras gerações.


As empresas começam a perceber a necessidade de renovação e de adequação à nova geração que não está disposta a abrir mão da qualidade de vida e que acredita que a competência está acima da hierarquia. Gostam de participar dos processos, aprender e contribuir. São abertos à novos modelos de trabalho mas são impulsivos e gostam de subir rápido na carreira.

Razões que mantém os Baby Boomers receosos por treinar os mais jovens, o que dificulta o processo de transição, já que a tendência natural é essa geração deixar o mercado de trabalho gradualmente.

O que ocorre é que os Baby Boomers fazem parte da geração que se preparou durante toda a carreira para ter uma posição de destaque e por isso tem dificuldades em assimilar o dinamismo da geração Y. Eles não se identificam com a atitude e personalidade dos mais jovens e consequentemente não tem interesse em treinar os novatos para ocuparem seus lugares.

Outra questão que as empresas precisam contornar são as inseguranças da geração X. Acostumados a trabalhar e esperar “o seu momento chegar” para ascender profissionalmente, eles tem medo de perder cargos para uma geração que se demonstre mais enérgica e inovadora do que eles. Com isso, muitas vezes um X não aceita as idéias de um Y e aí acaba ocorrendo uma disputa de atenções.

As empresas inteligentes disponibilizam seus talentos conforme a identificação das particularidades de cada geração. Para a consultora de recursos humanos da empresa Foco, Eline Kullock, se ela tivesse que alocar pessoas em uma função de planejamento,  a Geração Baby Boomer, com sua experiência, seria a ideal para a função; a Geração X, com o seu senso prático, seria a das posições orçamentárias e a Geração Y, impulsiva e enérgica, seria a melhor para executar e inovar.

É importante ter a consciência das diferenças entre as gerações para que todos saibam ouvir e respeitar a opinião do outro profissional. Assim, é possível agregar mais produtividade, deixar inseguranças de lado e contribuir para o crescimento coletivo e, consequentemente, empresarial.

A chave está no diálogo e abertura de mente para as novidades. Afinal, em breve, chegará ao mercado de trabalho, mais uma geração, ainda mais conectada e ágil, a geração Z.

É esperar para ver.
Até mais!



Para entender melhor:

-     We all want to be young -> uma análise de comportamento das 3 gerações.

-     Especial do Jornal da Globo -> 5 vídeos debatendo, analisando e exemplificando a convivência entre as gerações. Bem interessante.
 

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

O processo das boas idéias.

Boas idéias. De onde elas surgem?

Acho que todo mundo que em algum momento iniciou um processo criativo já se fez essa pergunta. Como fazer com que idéias fluam, como criar algo de relevante e que permaneça um bom tempo por aí, qual a mágica por trás dos casos de sucesso?

Foi pensando nisso que o escritor Steven Johnson lançou o livro,  De onde vêm as boas idéias?. Johnson é considerado um dos maiores pensadores do meio virtual pelas revistas Newsweek, New York Magazine e Websight. Escreve regularmente para o The New York Times, The Wall Street Journal e The Financial Times.

Durante cinco anos, ele estudou mais de 200 casos de descobertas e invenções que ocorreram ao longo de 700 anos e analisou como o meio e a troca de palpites e sugestões criaram novas formas de uma idéia e assim, ajudaram na sua consolidação. Para o autor, os Cafés durante o Iluminismo e os Salões Parisienses do Modernismo, por exemplo, eram locais de efervescência ideológica, justamente pelas trocas intelectuais.

Dentro de sua teoria, as mentes se influenciam e se complementam, daí a necessidade de ouvir e agregar novos conceitos à idéia original. E como essas idéias precisam de um tempo de maturação, de modificação, grande parte só vai ”fazer a diferença” depois de 2 à 10 anos em média.

A conectividade, a combinação de idéias seria então o segredo para a inovação tecnológica, a resposta para a criação de boas idéias.
  
Esse vídeo resume bem do que se trata o livro e vale a pena ser visto para entender a teoria de Steven Johnson.




Se o coletivo é o caminho para as boas idéias, como organizar as mentes individualmente para que consigam produzir mais e melhor? Afinal, cada um tem que fazer a sua parte não é?

É aí que entram as táticas do guru da produtividade David Allen, autor do best seller A Arte de Fazer Acontecer.

Para Allen, é necessário esvaziar a cabeça para produzir melhor. O conceito básico do seu trabalho consiste em liberar a mente para a criatividade fluir.

Resumidamente o método está dividido em quatro estágios.

O primeiro é identificar as idéias e anotá-las, pois é importante externalizar, não confiar somente na mente que acaba confundindo tantas informações e faz com que você acredite que não é possível realizá-las.

O segundo estágio é avaliar tudo o que está na lista, saber o grau de importância de cada item, buscar entender qual resultado você quer ter com esses projetos.

Na terceira etapa você então, organiza os resultados das suas decisões, de modo que seja fácil localizar as soluções.

Finalmente, o quarto e último estágio consiste em revisar e refletir o que já foi feito e o que ainda precisa ser resolvido. É o momento de ter uma visão geral dos seus projetos.

Para as pessoas que ficam paralisadas com tantos afazeres e projetos, o autor afirma que é necessário saber a prioridade que se dá a cada um deles e aceitar o fato de que só é possível fazer uma coisa de cada vez. Por isso a importância de saber o significado de cada projeto.


Quanto mais clara for a visão do que você quer pra sua vida, mais fácil vai ser definir quais são as prioridades, o que cada coisa na sua lista significa. Em última instância, suas ações deveriam ser determinadas: em primeiro lugar, pelos projetos com os quais está comprometido; em segundo lugar, pelos seus objetivos de vida a curto prazo, em dois ou três anos; e, em terceiro lugar, pela sua visão de mundo e seus valores mais essenciais. – diz David Allen, em entrevista para a Revista Pequenas Empresas Grandes Negócios.


Portanto, selecionar os planos, os projetos, e compartilhá-los com outras cabeças, pode ser uma boa forma de criar algo significativo, de fazer a diferença com boas idéias.




  
            ->Matéria “Esvaziar a cabeça é fundamental para produzir mais”
           Com David Allen ( Revista Pequenas Empresas Grandes Negócios) 
           Recomendamos a leitura.